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COLUNA FATOS & PROJETOS

 O quarto ano da academia  mourãoense de letras  
No dia 21 de maio comemoramos o aniversário do segundo ano de instalação da Academia Mourãoense de Letras, cujo evento memorável realizado no Teatro Municipal de Campo Mourão, presidido pelo acadêmico Dr. Túlio Vargas, da Academia Paranaense de Letras, empossou solenemente os primeiros dez membros fundadores e seus respectivos patronos de cadeiras, bem como oficializou o Prof. Rubens Luiz Sartori como sendo o nosso primeiro presidente, coroando o trabalho desenvolvido pela comissão de implantação presidida pela Profª. Sinclair Pozza Casemiro.


O Estatuto da novel instituição literária local começa com a afirmativa que a Academia tem por finalidade, o cultivo, a preservação e a divulgação do vernáculo e da literatura, nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, podendo participar de iniciativas úteis ao desenvolvimento cultural de Campo Mourão, do Paraná e do Brasil.


A Academia de Letras de Campo Mourão, pioneiramente, foi formada pelos  patronos Adinor Cordeiro de Souza, Nelson Bitencourt Prado, Eloy Maciel, Dom Elizeu Simões Mendes, Dickson Fragoso Veras, Constantino Medeiros, Horácio Amaral, Nickon Kopko, Aracyldo Marques e Ethanil Bento de Assis. Por ocasião do seu primeiro aniversário, ganhou o reforço considerável de Domingos José de Souza, Roberto Brzezinski, Pe. Pedro Poleto, Alvino Cordeiro, Brazilizio Pereira de Lima e Eulália Carneiro de Campos.


            Os acadêmicos, popularmente chamados de "imortais”, pela ordem de ocupação das cadeiras, Gilmar Cardoso, Francisco Irineu Brzezinski, José Eugênio Maciel, Agnaldo Feitoza, Osvaldoir Capeloto, Elza Paulino de Moraes, Rubens Luiz Sartori, Cida Freitas, Clara Araújo e Amani Spachisnki de Oliveira; passaram dos primeiros dez para dezesseis, com a posse dos novos confrades e confreiras, denominação dada aos membros efetivos nas sessões mensais da instituição, por ocasião da comemoração do primeiro ano, acrescida por Gilson Mendes de Góis, Aparecida Maura dos Santos, Benedita Cristófoli, Sinclair Pozza Casemiro, Bernardo Mattos e Edina Simionato.


            No segundo ano da AML, três novos valorosos confrades, todos com contribuição cultural para a cidade-  adentraram para sentarem-se nas Cadeiras sob os números 17 – 18 – e – 19 -, Cujos Patronos homenageados “post-morten” com a designação foram: Antonio Kienen, Dom Virgilio de Pauli e João Maria Bueno.  Pela ordem, a instituição contou com o ingresso de Aroldo Tissot, Padre Jurandir e do Professor Assabido. Sem contar, que nessa data, também foi lançado o Compêndio com uma seleção das obras de cada um dos então dezesseis integrantes, num livro com quase 200 páginas, editado pela Gráfica Unespar e impresso pela Sisgraf, que teve sua noite de autógrafos, juntamente com a posse da nova diretoria executiva que foi eleita para conduzir os destinos da Academia por um mandato de dois anos. O terceiro aniversário, por sua vez, não menos importante, registrou a posse solene dos acadêmicos Sid Sauer e Osvaldo Broza, que lidam com as palavras através do site eletrônico boca santa e Jornal Entrerios, respectivamente; patronados por Antonio Renicz e Jonas Bento de Deus, também homenageados pela academia. O número de integrantes dessa honrada instituição literária chegou aos 21, data do seu aniversário.


            No quarto ano a AML empossa sua nova diretoria para o biênio, sob a presidência do  pioneiro jornalista local, Aroldo Tissot. De quebra, ainda oferece um novo livro para a comunidade e a espectativa de efervescência cultural aliada aos programas oficiais e da sociedade civil organizada. Merece um brinde!


 


         secos & molhados


 


-         O eminente advogado Dr. Cristiano Augusto Vasconcelos Calixto, sintetizou o sentimento da comunidade mourãoense, quando por ocasião da instalação da academia escreveu que "de profícuas idéias e visões futuristas grandes obras acontecem em favor do gênero humano. Assistimos a instalação da AML e a posse de seus membros. Viva a todos. Àqueles que tiveram a visão do empreendimento a certeza de que a vanguarda faz diferença; àqueles que, por suas ações concretas, transformando a idéia em realidade, a certeza de que sempre vale a pena agir, fazer, realizar, empreender; aqueles que emprestaram seus nomes às Cadeiras da Academia o duradouro reconhecimento pelos méritos que, em vida, conquistaram, e, aos respectivos titulares daquelas Cadeiras, agora empossados sob compromisso público e solene, a árdua e nobre missão de continuarem”pensando e escrevendo" em favor de nós outros, pobres mortais. Vivas. Vivas. Vivas à Academia Mourãoense de Letras. Estamos amadurecidos!".


 


 


-         O brilhante advogado e professor universitário, René Ariel Dotti, ex-secretário de Cultura do Estado, descreveu sobre a implantação de núcleos da Academia Paranaense de Letras no interior do Paraná que "esse projeto tem a virtude de incentivar o desenvolvimento das culturas locais, compreendida a expressão cultura em sua mais generosa acepção. Há um incomensurável terreno para ser lavrado com a inteligência dos trabalhadores culturais em cidades que têm história, identidade, valores e esperanças".


 


-         Sobre as dificuldades dos nossos escritores, o Prof. José Molina Netto, de Juranda, jornalista e poeta, assim manifestou-se, oportunamente, " Escrever é uma arte, assim como a música, o cinema, a pintura, o escritor é um arquiteto de palavras concretas, que em seu ofício busca edificar sua obra, cujo sonho é a edição de seu próprio livro. No entanto, ser escritor no Brasil é uma dádiva, ser reconhecido é tornar-se herói. Esta é a realidade para quem ousa escrever e publicar num país, cuja nação composta por 170 milhões de habitantes, conta com aproximadamente 49% de semi-analfabetos. Apesar deste cenário, há no país uma gama rica de escritores, que a cada dia estão produzindo um vasto contingente de idéias e traduzindo em palavras o complexo universo da vida humana, bem como os percalços e as mazelas de nossa sociedade".


 


-         O acadêmico Túlio Vargas, presidente da Academia Paranaense de Letras, afirmou no nascimento da AML que "há quem diga tratar-se de um arrastão cultural e exageros à parte, esta iniciativa tem despertado o potencial aglutinador de cidades antes excluídas do desenvolvimento organizado na área da criação literária e artística, reacendendo a chama da vocação para o estudo e a pesquisa, em nível de colegiado, à procura do seu modelo cultural".


 


-         O poeta Mário Quintana, comprova-nos que a leitura é a via para o conhecimento, ao premiar-nos com a expressão "o pior analfabeto é aquele que sabe ler e não lê".


 


-         Tecer, textura, texto - por Maria Cristina de Andrade Vieira, encanta-nos ao afirmar que "eu sou o texto e você é aquele que me lê. Sim, você mesmo, num canto qualquer ou num lugar especial. Tenho vida, percebe? Falo com você transmito meus sentimentos, minhas idéias. Você se emociona ou não. Concorda por vezes, outras sequer chega ao final. Faz uma leitura dinâmica ou lê com atenção. Pode também achar tudo uma droga. Porém, você é imprescindível. Mas o curioso é que você retém o que quer, consciente ou não. Por isso, eu - o texto - sou rico. Na verdade, tenho muitas vidas, tantas quantas aqueles que me lêem. Porque cada um lê e interpreta como quer, recria imagens e símbolos acrescidos de sua própria experiência e eis, então, um novo texto..."


 


-         "A esse grupo composto por vinte e um  "imortais", por gozarem da prerrogativa de vitaliciedade, competirá a árdua tarefa de completar o quadro, até que a entidade esteja composta pelos seus tradicionais quarenta membros efetivos e seguindo o critério adotado pela academia estadual e brasileira. Antes, porém, deverão prosseguir na tarefa de aclamar os próximos patronos, membros póstumos e com contribuição relevante para a cultura local.


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-         ' Juro pela minha honra, cultivar, preservar e enaltecer o vernáculo pátrio nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico, nas suas muitas diversidades culturais e de falares, construíndo uma sociedade ética, fraterna e solidária “(Juramento Acadêmico)”.




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